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Netanyahu Rejeita Proposta de Cessar-Fogo de Biden em Gaza, Apesar da Pressão Internacional

Netanyahu rejeita proposta de Biden para Gaza, mantendo a linha dura contra o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou a proposta de cessar-fogo permanente em Gaza apresentada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, destacando a continuidade da luta até a “vitória total”. Esta decisão contrasta com a pressão internacional crescente e os apelos de famílias de reféns por uma resolução pacífica.

A Proposta de Biden

A proposta de Biden, divulgada na sexta-feira, sugere um plano em três fases:

1. Primeira Fase: Um cessar-fogo total de seis semanas, durante o qual as forças israelenses se retirariam de áreas densamente povoadas de Gaza. Esta fase incluiria a libertação de alguns reféns, como mulheres, idosos e feridos, em troca da libertação de prisioneiros palestinos.

2. Segunda Fase: A libertação de todos os reféns restantes, incluindo soldados israelenses, seguida pela retirada completa das forças israelenses de Gaza e o estabelecimento de um cessar-fogo permanente.

3. Terceira Fase: Um esforço significativo de reconstrução de Gaza, visando a restauração das infraestruturas destruídas pela guerra e a promoção da estabilidade na região.

Rejeição de Netanyahu

Apesar da proposta detalhada de Biden, Netanyahu reafirmou que as condições de Israel para encerrar a guerra permanecem inalteradas: a destruição das capacidades militares e governamentais do Hamas, a libertação de todos os reféns e a garantia de que Gaza não representará mais uma ameaça para Israel. Netanyahu insistiu que essas condições devem ser cumpridas antes de considerar qualquer cessar-fogo permanente.

Israel espera continuar a guerra em Gaza até o final do ano para alcançar seu objetivo de “destruir” o domínio do Hamas no território palestino sitiado, disse Tzachi Hanegbi, conselheiro de segurança nacional e confidente de Netanyahu. Ele afirmou que 2024 foi definido como um ano de combate, prevendo mais sete meses de luta.

Tzachi Hanegbi, com o Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu

Tensão na Coalizão e Protestos Populares

A rejeição à proposta de Biden causou divisões dentro da coalizão governamental de Netanyahu. Ministros da ala mais a direita, como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, criticaram o plano como “uma rendição total” ao Hamas e ameaçaram dissolver o governo se a proposta fosse aceita. Ben-Gvir afirmou que o acordo representaria “uma vitória para o terrorismo e um perigo para a segurança do Estado de Israel”  .

Enquanto isso, famílias de reféns e muitos cidadãos israelenses organizaram grandes protestos em Tel Aviv, exigindo que o governo aceitasse a proposta de Biden. Eles clamavam pela necessidade urgente de salvar vidas, com gritos de “Sim ao Acordo de Netanyahu! Tragam-nos para casa agora!” .

Mediação Internacional

Os Estados Unidos, juntamente com Egito e Catar, emitiram uma declaração conjunta pedindo a Israel e ao Hamas que finalizassem os termos do acordo. O comunicado enfatizou que a proposta de Biden oferecia um alívio imediato tanto para os reféns quanto para os residentes de Gaza, apresentando um roteiro para um cessar-fogo permanente e o fim da crise.

Biden argumentou que o Hamas, após meses de conflito, não é mais capaz de realizar ataques em larga escala como o de 7 de outubro de 2023. Ele destacou que a proposta representa a melhor esperança para a paz duradoura na região e instou ambas as partes a agirem rapidamente para salvar vidas e aliviar o sofrimento  .

Situação em Gaza

Apesar da proposta de cessar-fogo, as operações militares israelenses em Gaza continuam. A cidade de Rafah, no sul de Gaza, tornou-se o foco das operações mais recentes, com Israel buscando desmantelar as últimas forças do Hamas na região.

O estopim da crise mais recente foi o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de aproximadamente 1.200 israelenses e no sequestro de cerca de 250 pessoas. Em resposta, as forças armadas israelenses lançaram uma ofensiva massiva em Gaza. A ofensiva, que dura quase oito meses, causou mais de 36.370 mortes, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

O Programa Alimentar Mundial (WFP) descreveu as condições de vida em Gaza como “horríveis e apocalípticas”, com milhões de palestinos deslocados e lutando por sobrevivência em meio à devastação. A operação militar israelense visa interromper as linhas de suprimento do Hamas, destruindo túneis e impedindo o rearmamento dos militantes.

Last updated: May 24 10am GMT. Fontes: Financial Times Research

A Perspectiva de Netanyahu

Netanyahu mantém sua postura firme, declarando que a guerra contra o Hamas continuará até alcançar uma “vitória absoluta”. Ele também afirmou que Israel é a única força capaz de garantir segurança a longo prazo na região. “Não há outra solução a não ser a vitória total,” disse Netanyahu em uma conferência de imprensa.

Netanyahu também expressou que Israel continuará a operação militar por meses, não anos, e que qualquer acordo que deixe o Hamas no controle de Gaza, total ou parcialmente, não será aceitável. Ele defendeu a necessidade de uma abordagem inflexível para garantir a segurança de Israel no futuro  .

Blinken Apela por Cessar-Fogo Imediato e Alívio Humanitário em Gaza

Antony Blinken, Secretário de Estado dos EUA, expressou preocupação com o alto número de vítimas civis e as condições humanitárias em Gaza. Ele enfatizou que o custo humano do conflito é inaceitável e que esforços contínuos são necessários para alcançar um acordo de cessar-fogo que traga alívio imediato à região. Blinken, em sua quinta visita à região desde o início do conflito, busca não apenas um cessar-fogo imediato, mas também uma solução de longo prazo que inclua a normalização das relações entre Israel e países árabes, como a Arábia Saudita  .

Possibilidades e Obstáculos no Caminho para a Paz

Biden reconheceu que manter a proposta nos trilhos será difícil, destacando a necessidade de negociar muitos detalhes para garantir a implementação das fases do plano. Ele observou que, se o Hamas não cumprir seus compromissos, Israel poderá retomar as operações militares.

O Hamas respondeu positivamente à proposta, expressando sua disposição de lidar de forma construtiva, desde que Israel declare seu compromisso explícito com um cessar-fogo permanente, retirada completa de Gaza, reconstrução do território e um acordo de troca de prisioneiros  .

Alguns analistas sugerem que a proposta de Biden oferece uma oportunidade única para cessar a guerra por um período indefinido, mas reconhecem que Israel pode retomar as operações militares se o Hamas falhar em cumprir suas promessas. Michael Milshtein, do Fórum de Estudos Palestinos no Centro Dayan da Universidade de Tel Aviv, apontou que a proposta deixa espaço para Israel enfraquecer gradualmente o Hamas enquanto busca uma solução duradoura .

Em meio a essas complexidades, a comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos. O futuro das negociações determinará se a região encontrará um alívio duradouro ou se o conflito continuará, exacerbando ainda mais a crise humanitária em Gaza e prolongando o sofrimento de milhões de pessoas 

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